O Ministério da Agricultura e Florestas apoia, este ano, os produtores agrícolas a empregarem calcário dolomítico e calcítico na correcção de solos, com vista ao aumento dos níveis de produtividade por cada hectare.
O ministro da Agricultura e Florestas,António Francisco de Assis, disse, em resposta a questões dos jornalistas no 11 Café Cipra, realizado, quarta-feira, no Centro de Imprensa da Presidência da República (CIPRA), que a utilização do calcário dolomítico já é uma realidade que tem permitido aos produtores aumentarem os índices de produtividade.
A utilização do calcário dolomítico eleva nove vezes a produtividade do feijão com o uso de simples fertilizantes, mantendo custos de produção baixos, de acordo com dados fornecidos, recentemente, pelo representante residente do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), Clemente Paulo.
António Francisco de Assis informou que os solos angolanos são bastante produtivos, mas, por estarem localizados numa região tropical, o impacto das chuvas reflecte-se na limpeza de alguns nutrientes e consequente desequilíbrio ao nível do potencial de hidrogénio (PH), o que torna necessário efectuar correcções para que os resultados possam compensar os custos de produção.
O governante exortou os produtores nacionais de calcário dolomítico a serem mais ousados junto dos potenciais clientes, que são as famílias e empresas, fornecendo produto, pois "não compete ao Estado comprar insumos", mas dar o apoio institucional que passa pela assistência técnica a quem pratica a agricultura.
As estatísticas revelam que existe, no país, um universo de 52 empresas licenciadas para explorar calcário dolomítico, mas apenas cinco estão a desenvolver esta actividade, já que maior parte dedica-se à exploração do mineral para fins de construção de estradas.
O gestor principal da Empresa Calcária da Huíla, João Teixeira, disse, durante um fórum, que a falta de linhas de financiamento constitui entrave para incrementar os níveis de produção actuais.
Fonte: Jornal de Angola - 13/01/2024


